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sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Controle do casal
Especificamente, quando entramos nesse estado, nosso corpo e mente não processam bem a informação que vem do meio exterior. A nossa capacidade de pensamento e raciocínio baixa notavelmente. Inclusive a capacidade de memorizar também baixa, por isso é mais difícil reter a informação e responder apropriadamente.
Isto aguça a medida que aumenta a intensidade de uma discussão. Chega-se, então, a um ponto em que predominam as reações automáticas; a um estado mais “primitivo”; a ter reações que aprendemos durante a infância. Podemos dizer que mergulhamos na inconsciência porque colocamos nossa atenção principalmente nos fatores externos. Os casais que discutem com frequência, não respondem às mensagens sutis, não sabem exatamente o que sentem frente a uma crítica, não prestam atenção nas mensagens não verbais e muito menos conseguem juntar conceitos que podem ajudar a resolver os problemas. Estes descobrimentos são interessantes porque eles confirmam que as discussões em si não resolvem nada. Como podemos chegar à solução de algo se não estamos em condições de fazê-lo?
No entanto, podemos suavizar os efeitos que se produzem em nosso corpo quando praticamos a paciência e, sobretudo, quando estamos abertos para cultivar a paz interior. O autocontrole nos permite evitar e gerenciar uma crise no relacionamento.  Inclusive, quando estamos no meio de uma discussão, o autocontrole nos permitirá ter consciência de que não estamos no controle total das emoções. Isso é muito importante: Quem toma consciência de que não tenho condições de encontrar soluções? Este raio de consciência é o ponto de partida para nos controlar e manter a calma. A maioria das pessoas tem dificuldade em encontrar o ponto de limite.
Reitero esse conceito: É uma grande conquista perceber que entramos numa fase onde a inconsciência e o “ruído psicológico” tomou o controle. É importante porque isso nos ajuda a tomar a decisão de parar.
Quando você vir que caiu nesse estado, segure a discussão. Já não faz sentido continuar se vamos ter um comportamento de raiva, violência e ressentimento. Não vamos conseguir absolutamente nada. O Dr. Gottman confirmou no seu estudo que depois de um certo nível de pulsações, a discussão perde completamente a sua utilidade. Já em 100 pulsações por minuto, não somos capazes de ter respostas lógicas para o nosso parceiro/a. Surge, então, a mente reativa.

Agora você já sabe. Pratique a paz mental. Para fazer isso, você pode meditar, se exercitar, fazer sessões de relaxamento, etc. O importante é que você treine sua mente. Isso não significa que você se anulará numa discussão. Mas, o que você, SIM, conseguirá, é chegar a um ponto onde a sua consciência se fará presente no meio de uma discussão cheia de raiva. Então, você será capaz de deter a torrente de emoções negativas e fazer uma pausa na discussão. Vai encontrar o momento de pedir desculpas, perdoar e encontrar finalmente, soluções para seus conflitos.
"O que diz respeito a levarmos uma existência feliz no
dia-a-dia, quanto maior o nível de serenidade da mente, maior será nossa
paz de espírito e maior nossa capacidade para levar uma vida feliz e
prazerosa.”
O Dalai-Lama parou por um instante como que para deixar que essa
idéia assentasse e depois prosseguiu.
— Eu deveria mencionar que, quando falamos de um estado mental
sereno ou de paz de espírito, não deveríamos confundir isso com um estado
mental totalmente insensível, apático. Ter um estado de espírito tranqüilo
ou calmo não significa ser completamente desligado ou ter a mente
totalmente vazia. A paz de espírito ou a serenidade têm como origem o
afeto e a compaixão. Nisso há um nível muito alto de sensibilidade e
sentimento.
“Desde que a disciplina interior que traz a serenidade mental”,
disse ele, para resumir “não importa quais sejam as condições ou meios
externos que normalmente se considerariam necessários para a felicidade,
eles nunca nos darão a sensação de alegria e felicidade que buscamos. Por
outro lado, quando dispomos dessa qualidade interior, uma serenidade
mental, uma certa estabilidade interna, nesse caso, mesmo que faltem
vários recursos externos que normalmente se considerariam necessários
para a felicidade, ainda é possível levar uma vida feliz e prazerosa.”

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas me convém; todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma.